segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Playlist do Momento: High Notes


Perceberam que eu disse "do momento" ao invés de "da semana"? Essa playlist me acompanha há um bom tempo e eu senti vontade de compartilha-la. Talvez vocês percebam que os nomes das minha playlist estão mais loucos do que nunca (tenho uma chamada Monkey Socks).



XOXO,
Camila.

sábado, 31 de janeiro de 2015

Photo a Day 2015 - Semana 6


De volta para dizer que o projeto fotográfico está de volta e agora ele é semanal. Pessoalmente eu acho mais fácil de seguir semanalmente  do que mensalmente. Não me perguntem o porquê, mas acho que tenho algum problema com compromissos e projetos de longa duração...

Vocês podem me acompanhar pelo meu Instagram @camilaazuma.

XOXO,
Camila.

sábado, 17 de janeiro de 2015

Retrospectiva em 3 Listas: Resoluções de Ano Novo


Por alguma razão desconhecida eu não compartilhei as minhas resoluções para 2014... Pois é. Mas eu vou fazer, pelo menos, um balanço do quanto eu consegui cumprir.

Então eu tenho:
4 x "Quase lá"
4 x "U got it"
2 x "De jeito nenhum"
Me parece um resultado razoável, não?

Agora as resoluções.

♥ Relaxar e meditar;
♥ Blogar ativamente;
♥ Ter uma boa colocação na prova do concurso;
♥ Colocar todas as minhas histórias no papel;
♥ Usar salto;
♥ Ser mais organizada;
♥ Tirar a carteira de habilitação;
♥ Costurar mais;
♥ Ser flexível;
♥ Me livrar de toda a tralha acumulada.

Essa última em especial pode me dar muito trabalho..

XOXO,
Camila.

Retrospectiva em 3 Listas: O Que Aconteceu de Não Tão Bom


Retomando o projeto, hoje eu vou contar o que aconteceu em 2014 que me chateou um pouco.

♥ Eu não encontrei UM gringo durante a Copa...
♥ Várias pessoas partiram.
♥ Fui indeferida do Ciência Sem Fronteiras.

Houveram muitos outros momentos que me entristeceram ou deprimiram mas acreditem, ou não, não consigo me lembrar de nenhum.

XOXO,
Camila.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Retrospectiva em 3 Listas: O Que Aconteceu de Bom


Vou contar o meu ano em três partes e a primeira é a parte boa.. :)

♥ Fui à praia depois de muuuuuuuito tempo (mesmo) sem ir.
♥ Fiz 18 anos.
♥ Passei em estatística aplicada (uhuull!).
♥ Fui à Bienal do Livro de SP (também depois de muuuuuito tempo).
♥ Ainda na Bienal, conheci o Eduardo Spohr e o Affonso Solano.
♥ Fui à BGS com a Aline.
♥ Na BGS: Autografei com Affonso Solano e quase Jovem Nerd .-.
♥ 580 no TOEFL (*A*).
♥ Estágio.
♥ The Mockinjay pt1.
♥ Passei em programação linear/pesquisa operacional (?).

Pensando bem, foi um bom ano...

Apesar dos pesares, tenho certeza de que se espremermos nossos cérebros, alguma lembrança boa vai sair de lá. Espero que todos tenham tido um bom ano.

XOXO,
Camila.

sábado, 13 de dezembro de 2014

Nó dos Caminhos Abandonados


A vida é um palco e parte dela é vivida atrás das cortinas. Ocasionalmente a cortina ameaça subir, outras vezes somos nós que puxamos as cordinhas. E assim como qualquer espetáculo, possui o seu público, seu desafio e sua expectativa pesada nos cercando por todos os lados e ameaçando nos esmagar.

Dessa vez a cortina subiria por suas cordinhas puxadas, e no breve momento antes do espetáculo, só houve tempo de ajeitar a barra da saia, balançar o cabelo e espanar a poeirinha do sapato de veludo. Na platéia, o burburinho aumentava conforme as pessoas chegavam, tão esmagador quanto a própria expectativa da estréia.

O teatro é repleto de fantasmas, rondando em busca de uma oportunidade de fazer estrago. Muitas coisas podem dar errado, as pessoas podem não se interessar pela temática, o figurino pode aparecer misteriosamente picotado como bandeirinhas de festa junina, o cenário pode desabar ou a protagonista pode amanhecer sem voz. De todas elas, a pior é perder o coadjuvante. O artista que contracenaria com a atriz principal quebra a perna, fica doente, simplesmente não existe ou pior ainda, desiste.

E assim era o palco que havia escolhido. Mais mal-assombrado que certo castelo em algum lugar da Pensilvânia, os fantasmas rodeavam o ambiente como urubus à espera da refeição. Atores entraram em colapso nervoso e foram embora, peças do cenário estavam se desfazendo e o roteiro estava incompleto. Por Deus! Como alguém pode se apresentar desse jeito? É muito fácil esquecer o nome da peça, ou quem é a protagonista, mas o objetivo deve ser anotado, lembrado e revisado. Chegar ao fim e ver o sentido nas decisões tomadas, entender a trama de caminhos traçados e o nó dos caminhos abandonados.

A cortina subiu, o cenário ruiu e o coadjuvante não estava lá. Não havia roteiro e a estrada de tijolos amarelos tinha um buraco no meio. E enquanto a indecisão apertava o peito da atriz, sufocando seus pensamentos, a platéia observava. Dois ou três críticos bem à frente tomavam notas para suas respeitáveis colunas semanais no caderno de artes, com os olhos afiados em busca do erro fatal que conduziria sua carreira às alturas. As palavras presas dançavam pelo palco livres, sem um único elo que as tornassem coerentes. Respirou fundo.

O diretor da sua história tinha feito um péssimo trabalho. Nenhum roteiro terminado, nenhum cenário preparado, nenhum ator contratado. Anos de preparação e não tinha nada. Pelo menos seu sapato de veludo estava limpo e a barra da saia estava alinhada. Seu cérebro funcionava e o sangue circulava. Colocou óleo nas engrenagens, demitiu seu empresário e chutou o diretor. A partir de agora, seria sua própria roteirista. Afinal, se a vida é uma comédia, então queria poder rir também.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Lendo: A Terra Inteira e o Céu Infinito


"Quando o de cima olha para cima, em cima está em baixo. Quando o de baixo olha para baixo, embaixo está em cima. Não-um, não-dois. Não são iguais. Não são diferentes."
Já dá para entender o tom deste livro só por essa primeira citação. Hoje eu vim falar sobre A Terra Inteira e o Céu Infinito após um longo tempo de leitura, porque este é um livro para se ler com alguma calma.
O que acontece quando um diário perdido encontra o leitor certo? Numa remota ilha do Canadá, a escritora Ruth cata mariscos com o marido na praia quando se depara com um saco plástico coberto de cracas que envolve uma lancheira da Hello Kitty. Dentro, encontra um livro de Marcel Proust, Em Busca do Tempo Perdido, e se surpreende ao descobrir que o miolo, na verdade, é o diário de uma menina japonesa, Nao. A sacola misteriosa, segundo os rumores dos habitantes, é mais um dos destroços do último tsunami que devastou o Japão e foi levado pelas correntezas até a ilha.Desde então, Ruth é tragada pela história do diário de Nao, uma menina que, para escapar de uma realidade de sofrimento de bullying dos colegas e de um pai desempregado e suicida , resolve passar seus últimos dias lendo as cartas do bisavô, um falecido piloto kamicaze da Segunda Guerra Mundial, e contando sobre a vida da avó, uma monja budista de 104 anos. O que Ruth não esperava era que o diário iria levá-la a uma viagem onde ela e Nao podem finalmente se encontrar fora do tempo e do espaço. 
Escrito por Ruth Ozeki, neste livro somos apresentados a Naoko e sua breve vida conturbada. Nao e seus pais moravam em Palo Alto, na Califórnia, tinham bons empregos, boa condição financeira e amigos. Quando a bolha da internet estourou, seu pai perdeu o emprego e todas as economias da família, que estavam em ações de empresas de tecnologia, e a família Yasutani teve que voltar ao Japão. Lá, Nao começou a sofrer com o bullying e com as tendencias suicidas do pai, quando conhece sua bisavó monja Jiko.

A Terra inteira e o Céu Infinito é exatamente o que o título sugere: um livro extremamente filosófico, porém completamente descontraído e de fácil leitura. Um espaço para expor a sabedoria da velha Jiko, a experiência de vida de Nao e as descobertas de Ruth, onde cada conceito é desenvolvido com leveza e faz o leitor querer ler mais devagar.

Recomendo fortemente para quem gosta de reflexões sobre os mais variados assuntos, de meditação a ondas e natureza. Com Nao e Jiko você vai aprender o zazen, humilhar uma onda e encontrar o seu supapawa.

バイバイ